Uma delícia de cãozinho recolhido na rua, maltratado e esfomeado = Viveu connosco entre 3/2002 e 09/2010 ===================== Este blog vai continuar, em homenagem ao Monty (agora c/muita saudade) e aos abençoados vindouros.

10
Mai 10

Monty_juntopc.jpg 

 

Tem sido tão difícil descrever,
do Monty, a total perda da visão.
Quantas vezes tentei e, sem saber
como fazê-lo, só chorei pelo meu cão.

Foi vendo, cada dia, um pouco menos;
nos encontrões e tropeços reparamos.
Dos donos não vê, agora, os acenos
mas vem, com calma, sempre que o chamamos.

Conhece bem a casa e o quintal,
cada degrau e cada porta, não se engana.
A quem não sabe até parece natural,

fareja tudo e a linda cauda abana.
Tem 62 anos, é normal?!?!?!
A vida pode ser bem desumana.
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12/01/2009
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 22:52

10
Jan 10

caobeber_tijelao.gifEm minha casa acontecia a casa de banho estar sempre pingada de água. Era um facto estranhíssimo que ninguém sabia explicar.
Um dia, o meu marido viu o Monty, (o meu cão pequeno), a beber água da sanita.
Pensámos que ele não tinha água na tigela da cozinha mas tinha muita.
Uma explicação possível era o facto de ele, com o calor, gostar de estar a dormir na casa de banho e, preguiçoso, quando tinha sede bebia mesmo ali se a tampa da sanita estava aberta.
Outra explicação possível era o facto de ele ter passado sede na casa onde estava, por esquecimento ou sei lá porquê e se ter habituado a beber onde e quando encontrava água.

Claro que ficou todo o mundo proibido de deixar a tampa aberta.
Entretanto veio o frio e ele já não vai para lá.
E a família também se habituou a fechar a tampa da sanita.

Como vêm, é preciso imenso cuidado com os animais. Há factos que eles desconhecem, tais como as lixívias e os desinfectantes que pomos nos autoclismos ou dentro das sanitas e são muito perigosos quando ingeridos.

Quem traz para casa animais abandonados ou perdidos, tem que contar com situações estranhas. Nunca se sabe o que passaram anteriormente. Precisam de cuidados, carinhos e compreensão dobrados.
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11/2006
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 00:26

10
Mai 07

Montyportao.jpg

Hoje veio cedo, o correio, e apitou
à minha porta. Queria uma assinatura.
Ele chegou numa mota estrepitosa
e capacete negro. Que figura!

Dentro de casa gritei que já lá ia,
tentei sair a porta, apressada;
mas o Monty ladrava à minha frente
e no seu corpo eu sempre tropeçava.

Empurrei-o, saí para o jardim,
mas a cena era a mesma e progredia:
ameaçava, a voz do animal,
entre os meus pés a ladrar se metia.

Peguei-lhe ao colo, ao portão me dirigi
mas, ele, esganiçado e a tremer,
numa fúria peluda transformado,
no assustado carteiro quis morder.

Então apercebi-me, num repente,
ao ver o figurão com tal tamanho,
que o Monty só queria proteger-me
do monstro que apitava, um tanto estranho.

É assim o pequeno amigo Monty;
sempre alerta, aos meus pés ou ao meu lado.
Só um cão estará disposto a proteger
o dono, mesmo que aterrorizado!
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11/12/2006
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 16:37

05
Jul 06

cao_yoyo.gifEra um sábado perfeito,
domingo negro, sem jeito,
estava a chover. Ora bolas!
O sol brilhava na rua,
na noite de feia lua.
Mascavam-se Coca-Colas.

De tabuleiro na mesa,
com alegria, repesa,
na praia ao sol, ao serão,
eu sozinho, acompanhado,
fui jogar cartas, com dado.
No chão, ao colo, o meu cão.

No auge, começa o jogo
que, de tão bom, era um logro;
bem, mal, corria a função.
O dado andava, saltando...
meteu-lhe o dente, o malandro...
Era uma vez... Reinação!
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20/02/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 17:56

10
Mai 06

Monty_colarfrente2.jpgNo dia 4/07/2006, às 11 horas, o Monty foi castrado. Tem 5 anos e apresentava um pequeno quisto na próstata. Como essas coisas têm tendência a piorar com a idade, e era um tormento a convivência com a Daisy, castrada, resolvemos a questão. 
Hoje, dia seguinte, já se apresenta muito bem disposto, a tentar correr e saltar.
Ainda não come muito mas vai com o tempo.

Chatice é com a Daisy. Ela tentou morder no Monty mal ele se aproximou, e rosna-lhe mal o vê ao longe.
A médica diz que é por causa do colar e não me preocupe porque não é inédito. Acontece com alguns cães que convivem com outros na mesma casa.

Esta manhã, ao pequeno almoço, dei-lhes a comida com as tigelas lado a lado, como é hábito. Pois se eu não estivesse ali ela tinha mordido o companheiro. Eriçou o pêlo e atirou-se a ele, mal ele lhe tocou com o colar. Desde ontem que lhe andava a rosnar, mas não pensei que fosse tão longe!

Penso que algo entre eles se modificou, já que ele não parece o mesmo. A diferença conta!
Com aquilo ao pescoço é um cão diferente que a assusta; mesmo porque ele anda com o colar a bater por todos os lados e faz um barulhão…

Enfim, têm que estar separados, ela fora e ele dentro, de porta fechada. Quando ele precisa de ir lá fora, eu tenho que lhe retirar o colar para ela não estranhar, mas ir atrás dele porque pode puxar algum dos 5 pontos da costura.
Hoje resolvi dividir o dia em algumas partes e numas ele fica dentro e ela fora. Noutras, ela fica na parte das traseiras e ele na frente. Assim podem os dois apanhar fresco e sol, cheirinharem por todo o lado e fazerem cocós e chichis.  Ele anda com o colar posto, eu fico menos preocupada e com mais tempo livre. Parece que funciona bem!
Durante 10 dias, se tudo correr bem, vai ser assim.
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5/07/2007
Laura B. Martins  (dona do safardeta)

publicado por LauraBM às 16:28

12
Jul 05

cao_trela.jpg Quem te disse, ó insensato,
que um cão devia estar preso?
Quer seja grande ou pequeno,
é um animal indefeso
à tua guarda. Ele, sim,
é quem deves tu guardar;
porque o tomaste pra ti
e já nem sabe caçar.

Prendê-lo pelo pescoço
é ofensivo, é maldade.
Muito gostava de ver,
tu, na mesma qualidade
de prisioneiro carente...
um metro ou dois para estar...!
Pudesse eu, tudo faria
pra num cão te transformar.

Os homens querem ser maus,
mas dos maus se defenderem;
fazem, dos cães umas feras,
para nos outros morderem.
A esses deixam corrente
suficiente, pra andar
de cá para lá. Os bichos
não se conseguem soltar.

Se ladram, a tomar conta(?),
quando alguém vêem chegar,
quem te disse que não é
pedir para o libertar?
E se, acaso, desconheces
como é triste o seu viver...
Acho que não o mereces.
Devia de te morder!
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9/01/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 18:58

10
Jul 05

cao-xixi_Pc.jpg

Brasileiro, vírus não!

(tão pouco, chichi de cão)

Estava eu a responder
ao correio do meu irmão
quando em... com.br
chegou vírus. Que aflição!

Tragou a minha mensagem,
deu um fora no programa
fiquei danada da vida
e fui direita prà cama.

Ó meu irmão brasileiro,
mas que mal é que te fiz?
Tantos os vírus que mandas...
Se não gostas de mim... diz!
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13/02/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 16:44

10
Mai 05

cao-lev.perna.gifLavei a roupa e estendi
um lençol, bem esticado.
Estes cuidados, evitam
precisar de ser passado.

Fui pendurando outras peças
quando vi algo anormal:
o meu cão cambaleava,
bem debaixo do varal.

Parada, fiquei a ver
se ele estaria doente.
Depressa compreendi;
estava, até, muito contente.

Quase a dois palmos do chão
o meu lençol ondulava.
Não é, que mesmo na beira,
um xixi ele tentava?

Safado do animal!
Quem poderia pensar
que, um lençol, também seria
território a marcar?

hihihihihi  Grande malandro!!!!!!!
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17/01/2006
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 17:01

20
Nov 04

Monty-tosquiasobranc.jpg

O Monty tosquiado é obra d'arte.
Deixámos só a barba; e a sobrancelha
ficou pra ver o mundo, qual chalaça,
por entre os pêlos compridos, meio de esguelha.
Também ficou despida, cada orelha.
A pêra rente; porque é uma desgraça
a beber água, pingando aonde passa.

Abrimos o portão. Logo, correndo,
veio a Daisy que estava no quintal.
Parou, julgou ser novo residente
e, foi cheirando, mais um comensal (?)
Reconheceu o Monty que, afinal,
com a cauda abanando, de contente,
era o seu grande amigo... diferente.

São 2 cachorros em um, no mesmo ano.
E cada um, de mim, tão dependente...
que levam por igual o meu amor.
Mas deixem que lhes diga, e acrescente:
- Satisfeita fiquei, porque era urgente,
deixar o cão mais fresco, no calor.
E o bicho está bem giro. Sem favor!
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15/07/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 00:46

15
Nov 04

Monty-horatosquia.jpgJá começou o calor,
está na hora da tosquia.
Monty! Façam-me o favor!
Tanto pêlo é uma agonia!

Mandei tosquiar o cão,
ficou irreconhecível.
O gato, ao ver o ladrão,
achou ser bicho temível.

Pensou que havia mais outro
no hotel da bicharada.
Bufou, saltou que nem potro

mostrou a garra afiada.
Ralhei, peguei num e noutro,
está a discussão sanada!
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22/05/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 00:03

10
Nov 04

MontyLauracozinha.jpg

Recolhemos e tratámos um cãozinho,

sempre pensando ir conseguir-lhe um ninho
mais tarde, numa casa onde o amassem.
Nos Multibancos, com anúncios lá colados,
na Internet, em vários sites pesquisados,
não encontrámos uns bons donos que o levassem.

É certo que exigimos um bocado!...
Passaram 5 meses, e o safado
a todos conquistou com sua graça.
Peludo meigo e belo, muito pêlo
ondulado, em madeixas, qual cabelo
comprido, que nos dedos se deslaça.

Bichinho engraçado e atrevido,
senhor do seu nariz e decidido
a monopolizar a sua dona.
Uma boa família o adoptou!
Foi um fim de semana que passou...
e já está de regresso pra ficar.

Aqui todos chorámos sua ausência;
apesar de ir pra perto, a influência
que teve em nossas vidas, foi demais.
A sua companheira, emudeceu.
Daisy, sem companheiro entristeceu.
E dizem que «são apenas animais»(...!)

O Monty não comeu, na outra casa.
Fizeram-lhe de tudo, mas arrasa
ver encolhido ao canto, um animal.
Nem festas ou afagos, brincadeiras,
rações diversas, guloseimas, mil maneiras
para evitarem o uivo gutural.

Temos de volta o nosso Monty, a ladrar;
outra vez juntos e felizes, este lar
acolhe o retornado filho pródigo.
O que aprendemos tem, com certeza, valor;
verdadeira lição de vida, amor...
entre animais e homens, há um código.
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25//09/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 16:44

09
Nov 04

Bom... depois do arraso que foi mandar o meu cachorro para novos donos, de ter chorado uma noite insone, de ter pensado ouvir a respiração dele em todo o lado e as suas patinhas na minha cama, com os olhos cravados em mim, para ver se eu acordava...
Ainda com os olhos inchados recebi um telefonema a dizer que ele não se adaptava, nada comia (nem mesmo o que ele mais gostava, chiava muito e suspirava, encolhido a um canto.
Vão, hoje, trazê-lo de volta.

Ele tinha sido encontrado por nós, perdido ou abandonado, faz 5 meses atrás, e trouxemo-lo a pensar arranjar-lhe uns donos, coisa que nunca conseguimos.
Entretanto os laços de carinho foram-se adensando e estávamos mais ou menos inconsoláveis com a sua ausência.
A cadela Daisy está farta de o procurar!... Acho que mesmo o gato, solitário, o procura.

Voltamos ao muito trabalho e despesa que ele dá. Três animais, é bastante, concordem! Ainda para mais que ele é do género de precisar de tosquias, muita escova, muito cuidado com a alimentação por causa do pelo comprido, etc.
Foi coisa de que sempre fugi, confesso. Gosto de animais mais simples.

Seja o que Deus quiser! No fundo estamos felizes de novo!
O melhor mesmo é escrever um poema mais alegre acerca do acontecido e da volta do filho pródigo.
Que tal 'MONTY, o «filho» pródigo'?

Depois do choro de um fim de semana, um sorriso ensolarado.
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25/09/2002
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 17:26

08
Nov 04

Monty_sefeliz.jpg

 

Já não choro por gente, é bem verdade.
Choro por animais, e a saudade
atormenta o meu rosto sofredor.
De cada vez que um animal se vai embora,
os olhos e a alma, tudo chora;
parte-se o coração, vai-se um amor.

A vida encarregou-se de esgotar
todo o amor que eu tinha para dar,
ao ser humano desumano, rancoroso.
Mas sobra-me o amor aos animais,
pois, sem dúvida, merecem muito mais
que o dito ser humano, invejoso.

Sejam felizes, família com novo cão!
Estou certa de ir obter de Deus perdão
por ter o meu peludo afastado.
Estava na rua, abandonado, quando o trouxe.
Tenho a cadela, um gato e... se mais não fosse...
parece o mundo mais equilibrado!
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25/09/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 23:32

05
Nov 04

Monty-pel.-c.dono-P.Monty Adeus.jpg

 

O meu cão era um montinho de pêlo.
Apanhei-o na rua e, com desvelo
de mãe, tratei o seu corpinho e alma.
Passaram 5 meses de carinho
enquanto procurei um novo ninho
que o acolhesse, e me deixasse mais calma.

Recusei donos porque sou desconfiada
e tenho a minha «prole» bem tratada,
embora a expressão seja incorrecta.
Até que uma família apareceu:
aos filhos de um divórcio ocorreu
doar amor de uma forma directa.

Falei com todos e pareceu-me bem
que um cão abandonado fosse «alguém»
capaz de às amarguras pôr um fim.
Dois filhos e mãe marginalizados,
engrossavam a lista dos 'mal-amados' (...)
Com um cachorro, o mundo é menos ruim!
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20/09/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 22:52

04
Nov 04

Monty_osso.jpgMais uma vez fui vencida
por este meu coração.
Não foi ouvida a razão.
Venceu na guerra do 'não'
a 'manteiga derretida'.

Só um coração de gelo
resistia a tal coisinha,
enrolada e fofinha
na rua, ao canto, que tinha
tudo tapado com pêlo.

Peguei-lhe, sem bem saber
o que era frente e traseira.
Descobri-lhe a dianteira.
Implorei a Deus maneira
de para casa o trazer.

Olhos negros, de abandono,
patinhas d'amor saltaram,
ao peito se aconchegaram,
em mim, lágrimas rolaram.
Mais um cãozinho tem dono.

Abandonado, era o gato...
Abandonada, a cadela...
Já comprei mais uma trela...
A vida ficou mais bela...
De todos eles eu trato.
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23/05/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 17:53

02
Nov 04

 

Monty-cabeca.jpg

  

E ele chegou!
Entrando de rompante em nossas vidas,
com feridas bastante doloridas,
obrigando a repensar os valores.

E ele chegou!
Grandes olhos, nariz, bolas tamanhas...
mais parecendo 3 frutos, (as castanhas)...
Mudo! Pedindo pra curarmos suas dores!

E ele chegou!
Num mar de carrapatos e praganas...
que ex-donos, com suas mentes insanas,
descuidaram, ou alguém abandonou.

E ele chegou!
De pêlo sujo, todo emaranhado...
de fome, sede e frio, já causticado...
mas, conta de nós todos, já tomou.
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5/10/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

publicado por LauraBM às 17:07

10
Out 04

Monty, no dia seguinte em que foi trazido para n/casa, em, 22/04/2002.
Ainda com o pêlo sujo e maltratado, cheio de pulgas, carraças, e feridas infectadas de praganas espetadas na pele.
(praganas - nome dado aos pedaços das espigas que se espetam na roupa ou na pele)

 

Monty-mont.pelo-dormir.jpgAchei um monte de pêlo
cor de mel, tons de camurça;
fiquei pior que uma ursa...
quis, para casa, trazê-lo.
A família resmungou,
pois bem conhecem a peça;
pegar-lhe, era uma promessa...
Eles sabem como eu sou!

Fui andando, de mansinho,
o coração apertado,
vendo quão mau era o estado
daquele lindo cãozinho.
Era noite, estava frio...
enroladinho, só pêlo
ondulado, qual cabelo...
Dentro, senti um vazio!

Fiz-lhe uma festa, peguei
ao colo, aquela coisinha,
colou-se-me, apertadinha...
Enternecida fiquei!
As patas no meu pescoço
abraçou-me, e ao ouvido,
confessou-me estar perdido...
Não ter comida, nem osso!

Bichinho, não se abandona!
- disse-me ele, com meiguice.
Que não ia dar chatice,
se eu quisesse ser a dona.
Só pedia que eu tirasse
as carraças e praganas.
Jurou não subir pràs camas...
Pediu-me que o ajudasse.

Prometeu ser comportado...
Não fazer chichi nas flores...
Dar-me carinhos, amores...
e viver sempre ao meu lado!
Aceitei entusiasmada,
(gosto de animal de colo);
gato é arisco, não tolo,
e a cadela é pesada.

Há promessas não cumpridas,
(qual político safado)...
Faz chichi em todo o lado,
até encher-me as medidas.
Aceitaram o intruso,
gato Flo, Daisy cadela;
Monty, cãozinho de trela,
é tudo dele... Um abuso!
-------------------------
22/05/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

publicado por LauraBM às 01:39

05
Out 04

Hoje é um dia particularmente difícil para mim.
Este fim de semana trouxe para casa um cãozinho abandonado, cheio de fome e frio, num mar de pulgas e carraças.
Feridas pelo corpinho todo porque as ervas do campo, que na Primavera libertam as carraças, libertam também as praganas. São uns piquinhos das espigas que se metem na roupa e nos picam, parece que andam. Nos cães de pêlo comprido, que é o caso deste, (é uma mistura de cocker Spaniel, com cão d'água - os olhos sempre tapados com o pêlo, por mais que se escove e tire), essas praganas enfiam-se na pele e furam. Se não forem retiradas e o pelo sempre escovado, penetram profundamente e infectam. Quando retiradas, fica sangue e pus.
Era um dó de alma. Estava no fim da minha rua e uma vizinha atirava água nele com a mangueira, para o afastar.
Trouxe-o sem intenção de ficar com ele. Era abandonado e seria para entregar na 2ª feira seguinte aos serviços de recolha de animais. Mas sei que os abatem, quando não reclamados.
A realidade é que não posso ficar com todos quantos andam por aí abandonados.

Durante o fim de semana, com o marido e o filho a olharem para mim, em ar de reprovação, tratei dele.
O estado era tal que resolvi levá-lo à veterinária. Tratei-o e fiquei com ele, contra a vontade de todos.
Arranjei um problema para mim mesma e para todos e mais trabalho para mim, que já tenho tanto.

Que vida esta tão triste.
Eu devia estar muito feliz mas não estou.
Sinto-me entalada entre a espada e a parede.
Vai originar alguns problemas entre nós todos, mas a vida é mesmo feita de problemas e dificuldades.
O que me dizem aqui em casa é que a vida já é bem difícil com os problemas que aparecem sem esperarmos, não precisamos de ir nós buscá-los.
Digam alguma coisa, para ver se me animam que isto está muito mau.
A vida está difícil para toda a gente.
Em Portugal o governo aperta o cinto e obriga os impostos a subir. Tudo mais caro. Dificuldades. Que hei-de fazer?
Mas ele está lindo e não sai do pé de mim. É um mimo de cãozinho, parece cabelo de gente. Todo ondulado de onda larga,  dourado e com uma perinha de chibinho, no queixinho. 
Chama-se Monty (diminutivo de montinho (de pelo). Quando se deita enrolado parece um monte de trapos desfiados.

Se não encontrar donos para ele, que vai ser bem difícil, terei que ficar com ele. Que hei-de fazer?
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22/04/2002
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 17:06

«MONTY» O dono do blog

Seja feliz, meu amor, lá onde quer que você esteja!

Fique em paz com a minha saudade!

FRASES PARA PENSAR:

'Haverá sempre, em algum lugar, um cão abandonado, que me impedirá de ser feliz...'
Jean Anouilh

Lide com cada situação estressante como um cachorro:
Se não é para comer ou brincar…

faça um xixi nela e vá andando!

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*Algo mais sobre mim
*Meter o nariz no blog
 
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