Uma delícia de cãozinho recolhido na rua, maltratado e esfomeado = Viveu connosco entre 3/2002 e 09/2010 ===================== Este blog vai continuar, em homenagem ao Monty (agora c/muita saudade) e aos abençoados vindouros.

15
Nov 11

Um cão velho e com olhar cansado estava andando pela rua e entrou em meu jardim. Eu pude ver, pela coleira e seu pêlo brilhante, que ele era bem alimentado e bem cuidado.

 

Ele andou calmamente até mim e eu dei-lhe umas festas. Então ele me seguiu e entrou em minha casa. Passou pela sala, entrou no corredor, deitou-se em um cantinho e dormiu.
Uma hora depois ele foi para a porta e eu o deixei sair.
No dia seguinte ele voltou, fez "festinha" para mim no jardim, entrou em minha casa e novamente dormiu por uma hora no cantinho do corredor. Isso se repetiu por várias semanas.
Curioso, coloquei um bilhete em sua coleira: "Gostaria de saber quem é o dono deste lindo e amável cachorro, e perguntar se você sabe que ele vem até a minha casa todas as tardes para tirar uma soneca."
No dia seguinte ele chegou para sua habitual soneca, com um outro bilhete na coleira: "Ele mora numa casa com 6 crianças, 2 das quais têm menos de 4 anos - provavelmente ele está tentando descansar um pouco. Posso ir com ele amanhã???"
publicado por LauraBM às 23:28

10
Jan 10

caobeber_tijelao.gifEm minha casa acontecia a casa de banho estar sempre pingada de água. Era um facto estranhíssimo que ninguém sabia explicar.
Um dia, o meu marido viu o Monty, (o meu cão pequeno), a beber água da sanita.
Pensámos que ele não tinha água na tigela da cozinha mas tinha muita.
Uma explicação possível era o facto de ele, com o calor, gostar de estar a dormir na casa de banho e, preguiçoso, quando tinha sede bebia mesmo ali se a tampa da sanita estava aberta.
Outra explicação possível era o facto de ele ter passado sede na casa onde estava, por esquecimento ou sei lá porquê e se ter habituado a beber onde e quando encontrava água.

Claro que ficou todo o mundo proibido de deixar a tampa aberta.
Entretanto veio o frio e ele já não vai para lá.
E a família também se habituou a fechar a tampa da sanita.

Como vêm, é preciso imenso cuidado com os animais. Há factos que eles desconhecem, tais como as lixívias e os desinfectantes que pomos nos autoclismos ou dentro das sanitas e são muito perigosos quando ingeridos.

Quem traz para casa animais abandonados ou perdidos, tem que contar com situações estranhas. Nunca se sabe o que passaram anteriormente. Precisam de cuidados, carinhos e compreensão dobrados.
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11/2006
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 00:26

10
Nov 08

Saí com meu boxer para passear, começou a chover, então descemos a ladeira meio que correndo em direcção a nossa casa. Mas subitamente, nem sei como, Hunter meu boxer deu uma arrancada e eu para não cair, larguei a correia.
Ele se enfiou na enxurrada e voltou com uma coisa na boca. Pensei que fosse um rato, mas era um gatinho pequenino. Ele foi levanto o gato na boca até casa.
Quando chegamos, ele começou a lamber o gatinho, que não era gatinho e sim gatinha, depois pegou-o e colocou ele dentro do prato de ração.
Coloquei leite num pires, então ele tirou o gato da ração e colocou dentro do pires de leite. Depois se enrolou todo e colocou o gatinho no meio dele.
Foi assim que ele criou essa gatinha.

Quando ela cresceu, ele ficava esperando ela na porta e não dormia enquanto ela não chegava da rua.
Quando ela teve filhos, deixava-os na caixinha e se mandava para a rua.
Adivinha quem ficava tomando conta deles? Hunter.
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27/04/2007
Muriel

publicado por LauraBM às 22:50

10
Nov 07

cao_Labradornegro.jpgArchie, um cão Labrador negro, perdeu seu dono em uma estação de trem escocesa, mas provou seu pedigree e seu bom adestramento embarcando no primeiro trem que deveria levá-lo de volta para casa.
Archie não só pegou o trem certo como também desceu na estação correcta.
Seu dono, Mike Taitt, o havia perdido na estação de Inverurie, ao leste da Escócia, e esperava que alguém, vendo a medalha do cão, o devolvesse, segundo noticiou o jornal Mail on Sunday.
"É um cão muito inteligente", disse Taitt.
"Como não conseguiu me encontrar, simplesmente pegou o trem certo para voltar para casa. Já tinha tomado esse trem antes. Estou certo de que sabia que era o correcto, mas quem sabe...", acrescentou.
As câmaras de vigilância da estação filmaram o cão esperando o seu dono e, em seguida, observando a chegada do trem Aberdeen-Inverness.
Depois de não encontrar o dono, o Labrador simplesmente embarcou no trem às 20h38 locais. Ele desceu em Insch, 12 minutos depois, para surpresa do funcionário ferroviário Derek Hope.
"Na plataforma, junto de Archie, havia um controlador que dizia que o cão havia embarcado sem bilhete em Inverurie", contou.
Dois policiais, o sistema de vigilância por câmaras e vários funcionários ferroviários confirmaram a façanha do cão.  
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28/08/2005
AFP

publicado por LauraBM às 18:36

10
Nov 06

Hagom_veado.JPG 

Uma senhora achou um veado bebé à porta de sua casa no Canadá (ela acha que ele pode ter sido atropelado).
O cão dela, da raça Ridge Back, que se chama Hagon, está a ajudá-la.
Eles deram o nome de Bella ao veado, que deve ser uma fêmea.
Quando a veadinha bebé recuperar as forças, eles irão levá-la para uma família que adopta animais selvagens e órfãos, para que seja readaptada e solta no seu habitat natural.
Neste momento, ela está sendo alimentada com biberões.
Hogan, o cão da senhora praticamente assumiu as responsabilidades pela filhota.
Os dois partilham a mesma cama.
Vejam o cuidado do Hogan com a pequenina...
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8/09/2004
Sara Rafael
http://geocities.yahoo.com.br/jerusalem_13/sararafael.html

publicado por LauraBM às 01:01

10
Nov 05

homem_cao.gifSerapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa.

Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida.

Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco.
Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam.
Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.

Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião.
Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia.
Dizia não ter ideia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas e falou:
- Nossa amizade começou com um pedaço de pão, ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Curioso perguntei: - Como vocês se ajudam?
- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca.
Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.

Continuando a conversa, perguntei: - Serapião, você tem algum desejo na vida?
- Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso? Indaguei.
- É, no momento é só isso que eu desejo.
- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e, em seguida, tirou a salsicha, deu para o Malhado e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço, não me contive e perguntei intrigado: - Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha?
Ele com a boca cheia respondeu: - Para o melhor amigo, o melhor pedaço!
E continuou comendo, alegre e satisfeito.

Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando.
Aprendi como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar.
Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.

Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
"PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO"
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16/10/2004
artigo recebido via Internet sem autoria

publicado por LauraBM às 15:57

«MONTY» O dono do blog

Seja feliz, meu amor, lá onde quer que você esteja!

Fique em paz com a minha saudade!

FRASES PARA PENSAR:

'Haverá sempre, em algum lugar, um cão abandonado, que me impedirá de ser feliz...'
Jean Anouilh

Lide com cada situação estressante como um cachorro:
Se não é para comer ou brincar…

faça um xixi nela e vá andando!

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